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domingo, 4 de setembro de 2011

Peripécias

Eu penso que a vida passa tão rápido e ao mesmo tempo tão devagar...
você quer muitas coisas de uma vez e outras nem em sonho. Umas chegam depressa, outras nem tanto... daí você percebe que talvez o que é você considerava bom, não era tão bom assim e o que poderia ser ruim, na verdade foi ótimo para o seu crescimento pessoal.
Eu tive fases e tenho muitas ainda para viverem, para serem vividas.
Eu queria tanto fazer dezoito anos quando eu tinha quinze, foram os três anos mais longos que já vivi, logo que chegou os dezoito e vi que tudo era o mesmo, eu era o mesmo, eu ainda não havia passado pela prova de me sentir adulto. O fato é que depois que chegou os dezoito tenho sentido a vida passar muito depressa, tenho perdido certas coisas e venho vendo a nova geração crescendo e eu me sentindo cada vez mais velho e ultrapassado.
Eu vejo ansiedade, vejo esperança, vejo brilho... Mas ao mesmo tempo vejo intolerância, vejo desrespeito, falsidade, ingenuidade... ingenuidade? Não, mas talvez uma certa inocência e posturas perante a vida que um dia, quando olharmos pra trás vamos pensar, como eu fui capaz? Como eu era bobo? Como eu fui intolerante?
Acredito na humildade, acho essencial para o ser humano, acho essencial para a sinceridade. Afinal, um homem digno é um homem honesto, que não conta como glória seus bens, mas seu caráter, a sua palavra é sua lei.
Eu quero acreditar que me tornarei este homem e peço para que tantos outros se tornem esses homens de bem...
Armamos tantas peripécias ao longo dos anos, que agora não vejo mais graça nenhuma em armá-las, nem em vê-las em ação... estou velho.

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