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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Há dez anos...


Há dez anos atrás, dia 12 de setembro de 2001, a minha flor murchou, eu perdi meu rumo e o brilho no olhar, perdi as esperanças, perdi tudo, me fechei.
Mas hoje, ao invés de chorar pelos 10 anos que se passaram, eu irei sorrir pelos 13 anos que a tive ao meu lado.
Minha mãe.
Minha mãe que sempre me ensinou tudo, a ser honesto, a ser educado, a ser agradecido.
Que me entendeu quando eu precisei, que lutou pra me defender, que me mimou e também me puxou a orelha quando precisava, mas só com palavras, nunca encostou um dedo em mim para me corrigir, mas sempre conversava. Era minha melhor amiga, a melhor pessoa que eu tive o prazer de estar ao lado.
Me fez acreditar nos sonhos, que em tudo que eu quero eu consigo, me fez crescer, me fez ter coragem, me fez enfrentar os medos e largar as bobagens que a vida me deu.
Minha mãe, minha heroína, minha guerreira, que sozinha criou meu mundo para que eu pudesse ser feliz, que eu pudesse ser alguém especial... e fui.
Alguém que brincou, chorou, me puxou pela mão e me mostrou o que era a vida.
Saudades tenho dos bons tempos, de quando era criança, de quando sentia seu perfume e de como passava seu batom. Eu não estou triste, só sinto saudade.
Não lamento mais de como minha vida poderia ter sido com ela, agora só agradeço pelo bom começo de vida que eu tive, lamento apenas, não ter aproveitado mais, mas isso é detalhe.
Sei que nos fizemos muito felizes e é assim que tinha que ser.
Fomos escolhidos e tivemos nossa tarefa juntos, nossa missão em dupla foi cumprida, até este dia que ela adormeceu e eu tive que continuar sozinho.
Perdão pelas falhas, perdão pelas desistências e pelos fatos que eu não consegui encarar sozinho. Mas eu tento todos os dias, ser melhor do que o dia anterior.
Obrigado!

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