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segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Dias caóticos, dias de paz...

Hoje é meu dia da saudade. Que sentimento gostoso e ao mesmo tempo angustiante.
É engraçado algo que você não vê, não pode tomar nada pra curar, nem arrancar com a mão, mas você sente forte, tão forte que se fechar os olhos quase que dá pra viver aquilo novamente. Infelizmente não é assim que acontece as coisas.
Sinto tanta falta dos meus dias mais agitados, de gente nova na minha vida.
Lembro-me que a três anos eu tinha tano medo de ir para Belo Horizonte, que eu nem sei como eu consegui ir.
Era uma vida nova, tudo novo e o novo sempre me assusta.
Com o tempo, minha vida se tornou aquilo ali e minha paixão cresceu tanto que meus dias fora de Belo Horizonte se tornavam mais exaustivos do que vivendo naquela correria.
Tantas pessoas conheci, pessoas que entraram na minha vida e que não saíram nunca mais, mesmo de longe, mesmo não tendo contato diário, meu amor continua forte e vivo.
Coisas acontecendo a todo instante, momentos que ficaram marcados, situações importantes, dolorosas, felizes, ou simplesmente... situações!
O clima quente pela manhã e até mesmo ficando quase uma hora dentro do ônibus, só para chegar na Savassi à tarde. Um café na Status ou no 3 Corações. Tantas palavras soltas e um maço de cigarro inteiro já chegando ao fim.
Um cinema com aquele friozinho do ar condicionado, ou mesmo um MC Donalds nojento.
Ir para a Praça do Papa, mas antes passar no Verde Mar pra comprar uma bandeja de sushi e ver o por do sol.
Quando as luzes começam a acender tinha um sentimento tão forte, ouvindo músicas no fone de ouvido que condiziam com aquele clima.
Delícia sair de casa com aquele clima...
Tomar um cerveja com os amigos, uma cachacinha com limão e depois ir dançar, dançar muito.
A única parte que eu não sinto saudade era a hora de ir embora, que medo eu sentia, por sorte, nunca aconteceu nada.
Como era bom sair pra fotografar, no metro, na Praça da Estação, nos muros, ou mesmo entre quatro paredes do estúdio da Puc.
As reuniões em casa, no rosa, as rodadas de tequila, e rir, rir, sorrir.
Estudar? Claro. Mas gostoso mesmo era estudar o que se gosta, nas aulas mais chatinhas ir pra escadaria e fumar um cigarro tomando um café e ir pensando nos trabalhos da próxima aula, que eram divertidos, criar, criar, recriar.
As fugidas a noite sem ninguém saber, as loucuras que fiz, as pessoas que nunca mais vi...
E apesar de tudo que passei, as dificuldades, chateações, desconfortos... nossa, que tempo bom, que tempo feliz. Meus dias mais agitados eram os que me davam mais paz...
Um dia eu volto de vez pra viver tudo isso de novo, em dobro, pra sempre.

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